Sempre gostei de me aventurar na cozinha, mas nunca me preocupei em executar preparações a base de açúcar. A minha culinária era basicamente composta de massas e saladas, o que me traziam lembranças da minha infância. Como é bom poder voltar no tempo através do paladar! Um dia recebi um e-mail com o título “casa da vovó” e como estava para tornar-me avó pela primeira vez isso me chamou a atenção.Tratava-se de um texto muito interessante com as memórias que um adulto tinha da casa de seus avós. No texto, o personagem relembrava o sabor dos doces de sua avó, uma coisa que nunca esqueceria. Então eu realmente senti vontade de começar a fazer doces, pensando nos meus futuros netos. Comecei a fazer vários cursos especializados em doces finos e me vi fascinada por este novo mundo de cores e sabores. Sempre com muita paciência, por ser um trabalho artesanal. Não tenho mais a sensação de que me falta alguma coisa, a não ser a agradável busca por receitas novas. O mais importante é que procurando agradar os netos, descobri que tinha dentro de mim um pouco das minhas antepassadas doceiras de Minas Gerais. |